A poligamia judaica.

Uma reflexão religiosa.

A poligamia judaica, união matrimonial de várias mulheres com um homem.
Por qual motivo a poligamia que existiu nos tempos do Antigo Israel, nação mãe das maiores religiões do mundo, é proibida na atualidade pela maioria das nações que adotaram crenças originárias dos israelitas, inclusive na própria nação de Israel ?
Por que a maioria esmagadora dos teólogos não consegue responder de forma satisfatória a esta pergunta ?
É bom lembrar que existem, atualmente, alguns núcleos judaicos praticantes da poligamia em Israel, porém a nação ainda tenta se reestruturar; a nação ainda não oficializou plenamente esta lei, embora existam comunidades e rabinos que celebrem estes casamentos.
É bom saber que adultério, segundo a lei antiga judaica, é quando um homem se envolve com uma mulher casada.
Na lei antiga judaica, que retornará no futuro, um homem pode casar-se com várias mulheres solteiras.

No decorrer da história de Israel, à medida que Israel foi dominada por outros povos, por causa da desobediência do povo ao seu Deus, Adonai, os povos dominantes introduziram sua cultura monogâmica, sendo o Império Romano, ou a cultura romana, o principal opositor da união conjugal poligâmica judia, desde os tempos de Cristo.

Hoje em dia, a poligamia é considerada imprópria em nosso país, simplesmente por uma questão de não aceitação social das classes dominantes, embora, no Brasil, já existam muitas famílias, principalmente na região Nordeste, que desfrutam deste sistema matrimonial.
Destaca-se que as uniões poligâmicas, existem dentro do equilíbrio psicológico, principalmente, das esposas que se submetem de forma sagrada, em um respeito fora do normal para seu marido.
Para que esses matrimônios existam em paz e serenidade, se torna necessário, exaustivamente, respeito entre as próprias mulheres diante de Deus.

As Histórias dos Reis Sagrados, que viveram em harmonia com Deus dentro de casamentos poligâmicos, permanecem registradas na Bíblia Sagrada.
No livro de Deuteronômio, escrito por Moisés, legislador judeu, que revelava a vontade do Deus Pai, está escrita uma lei sobre a primogenitura, o direito da herança do filho mais velho, em casos de casamentos poligâmicos; estas referências demonstram que a poligamia existia, era aceita e abençoada por Deus desde os tempos do Sinai.
Quando um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza, e a amada e a desprezada lhe derem filhos, e o filho primogênito for da desprezada,será que, no dia em que fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filho da desprezada, que é o primogênito.
Mas ao filho da desprezada reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver; porquanto aquele é o princípio da sua força, o direito da primogenitura é dele.
Deuteronômio 21:15-17.
Os apóstolos adotaram a monogamia em seus ensinamentos, pela influência que já controlava permanentemente Israel desde os tempos em que o país havia se desestruturado pela desobediência ao seu Deus, a influência da cultura romana que proibia os costumes judaicos.

A poligamia, então, passou a ser um costume que causava escândalo para a sociedade Cristã romanizada, mas não para a memória dos Juízes, Reis e Patriarcas do passado israelita.
É bom lembrar que o Cristianismo é uma crença de origem judaica e não de origem romana, sendo que desde os tempos do Império Romano, a crença Cristã foi feita, escrita e interpretada segundo a cultura de Roma.
Se os costumes fossem mudados através de uma conscientização sagrada e coletiva, segundo os preceitos Bíblicos que os Reis e Juízes israelitas do passado possuíam, a poligamia deixaria de ser considerada escândalo para as sociedades Cristãs atuais, portanto, deixaria de ser considerada pecado perante os homens.
O patriarca Jacó possuiu quatro esposas, Lia, Raquel, Zilpa e Bila.O Rei Davi possuiu muitas esposas; Salomão possuiu mil rainhas entre esposas e concubinas; Gideão possuiu muitas esposas e teve setenta filhos.
A poligamia não deveria ser considerada crime ou escândalo entre as sociedades Cristãs, pois, o cristianismo é uma crença prometida desde Adão, Abraão e Davi, inclusive, os ensinamentos de Jesus são originários dos textos do Antigo Testamento.
Jesus Cristo é judeu, Ele é o Senhor, o próprio Deus judeu; o Verbo era Deus.
Nós somos condenados quando desobedecemos a lei que foi dada a Moisés no Sinai, a poligamia era costume desta lei do Sinai.

Um bom motivo para os teólogos não se manifestarem é o medo de serem expulsos de suas igrejas conservadoras.
Em nossa atualidade ocidental, esse assunto é considerado um tema, de certo modo, polêmico.
Podemos perceber que com um bom conhecimento Bíblico, histórico, com maturidade, serenidade de espírito, respeito e santidade, a poligamia não é algo impossível de ser aceito pelas sociedades Cristãs atuais.

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